Poucos carros,
escolhidos um a um.
De cada sete avaliados, um entra. O que você vê no acervo passou por sete etapas de seleção e sai com laudo, histórico e o estado real escrito. É esse filtro que faz a diferença entre comprar um clássico e herdar o problema de alguém.
O método
Seleção
De cada sete carros avaliados, um entra. Procedência rastreável é condição, não preferência. O parecer sobre os que não entram fica entre nós e o dono.
Documento antes de metal
Chassi, motor, transferências e situação do registro antes de olhar a lataria. Documento que não fecha, inspeção que não acontece.
Olhar de quem conhece o modelo
Cada carro apodrece e cansa num lugar diferente, e a gente vai direto nesses lugares. Não é régua de carro novo. É saber o que é normal para a idade e o que não é.
Laudo cautelar, feito por outro
Contratado numa empresa de vistoria, nunca produzido por nós. Laudo assinado por quem está vendendo o carro não serve de garantia para ninguém. Confere chassi, motor, restrição, passagem por leilão e sinistro, e vai publicado inteiro, inclusive quando aponta coisa.
Reconstrução da história
Donos anteriores, oficinas, notas e fotos. Separamos documento de relato e marcamos qual é qual.
O estado real, escrito
Cada ponto marcado como só registro, vale acompanhar ou vale resolver. Carro de 50 anos tem muito mais registro do que conserto, e dizer isso é o que dá credibilidade ao resto.
Número permanente
Nunca reutilizado, nunca expira. Fica no adesivo do carro e no endereço do dossiê, décadas depois da venda.
O que muda para quem compra aqui
Todo esse método existe por um motivo prático, e ele não é nosso — é seu:
O dossiê do seu carro continua publicado depois da venda, com o mesmo endereço. Quem for comprar de você daqui a dez anos encontra a procedência inteira — e paga por isso. É a diferença entre vender um clássico e vender um clássico com histórico.
Os pontos de atenção vêm separados entre o que é só registro e o que vai custar dinheiro, com estimativa quando for o caso. Você entra na negociação com a conta na mão, não com uma suspeita.
O laudo é de uma empresa de vistoria, não nosso, e vai publicado inteiro — inclusive quando aponta problema. Laudo assinado por quem está vendendo não vale como garantia, e a gente sabe disso.
Nada disso pede que você confie na nossa palavra. Confira carro por carro, e depois fale com a gente.
O que a gente olha num carro de 50 anos
Não é laudo de carro novo. Carro antigo tem pintura que oscila no tom, tem folga que é do projeto e tem ruído que sempre existiu. Aplicar régua de zero-quilômetro num carro de cinco décadas só serve para reprovar carro bom.
O que não interessa
Medir espessura de pintura ponto a ponto. Cobrar compressão igual nos quatro cilindros. Tratar desgaste de idade como defeito. Exigir que tudo seja original quando metade das peças originais não existe mais.
O que interessa
Se o carro é o que diz ser. Onde esse modelo apodrece e como está lá. Se mexeram na estrutura. Se o motor é dele. O que é desgaste normal da idade e o que vai virar despesa. E como ele anda.
Isso não vem de checklist. Vem de conhecer o modelo. É a única coisa que a gente vende que não dá para copiar.
O que é documento, a gente não faz. Chassi, motor, restrição, leilão e sinistro saem no laudo cautelar de uma empresa de vistoria. Opinião é nossa, documento é de terceiro. Misturar os dois seria o mesmo que atestar o próprio carro.
Se um dia vendermos um carro escondendo alguma coisa, todo o resto disso aqui perde valor no mesmo dia. É a única coisa que não conseguimos recuperar.
O que não fazemos
Não criamos urgência
Nenhum carro tem contador ou última chance. Um carro de 54 anos não fica menos disponível porque você pensou uma semana.
Não prometemos valorização
Não sabemos o que vai valorizar, e quem afirma isso está vendendo expectativa, não automóvel.
Não entra carro sem história
Se não conseguimos reconstruir de onde o carro veio, ele não entra, por mais bonito que esteja e por mais barato que seja.
Não expomos quem nos procura
Avaliação de carro que não entrou no acervo fica entre nós e o dono. Ninguém deveria ter o próprio carro exposto por ter pedido uma opinião.